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sábado, 9 de fevereiro de 2013

O autoconhecimento e o conhecimento de Deus

[R.C. Sproul]

Quando um bebe nasce, sua entrada neste mundo geralmente é acompanhada por um forte tapa no traseiro. A resposta normal da criança é um estridente grito de protesto. Por que o bebe chora? O choro é uma resposta à dor? Ou o medo? Ou de raiva?

Talvez o choro seja provocado por todas as razões acima. Nossa entrada no mundo é marcada por som e fúria. Esse protesto inicial é considerado por alguns como a soma não só do significado do nascimento, mas do significado de toda a vida. Macbeth ponderou:

A vida não é mais do que um caminhar nas sombras,
um pobre ator que anda pomposo e aborrecido pelo palco,
e depois não é mais ouvido; é como uma fábula
contada por um idiota, cheia de sons e de paixão,
mas sem nenhum significado.

Significar nada é ser total e completamente insignificante. Ser insignificante é ser sem sentido. Ser sem sentido é ser sem valor ou sem dignidade.

Minha significação e a sua estão relacionadas com as perguntas quem somos e o que somos nós. É uma questão de identidade. Minha identidade, em última análise, está ligada ao meu relacionamento com Deus. Não posso entender quem ou o que sou sem entender quem ou o que Deus é.

Existe uma dependencia mútua entre nosso conhecimento de nós mesmos e nosso conhecimento de Deus. Assim que me torno consciente de mim mesmo, como indivíduo, descubro que não sou Deus; sou uma criatura. Tenho uma data de nascimento, ou seja, um momento em que minha vida começou aqui na terra. A lápide no meu túmulo não terá gravada eternidade como meu ponto de partida. […]

Minha consciência de que sou uma criatura dirige meus pensamentos até o Criador, ou para “cima”. Não posso contemplar Deus ou qualquer outra coisa além de mim até que primeiro esteja consciente de mim mesmo. Mesmo assim, não posso captar plenamente o sentido do meu próprio ser enquanto não entender a mim mesmo em relação a Deus. Finalmente então, a antropologia, o estudo da humanidade, é uma subdivisão da teologia, o estudo de Deus.

A crise da humanidade moderna encontra-se na ruptura entre a antropologia e a teologia – entre o estudo dos seres humanos e o estudo de Deus. Quando nossa história é contada isoldamente ou divorciada da história de Deus, então realmente ela se torna “uma fábula, contada por um idiota, cheia de sons e de paixão, mas sem nenhum significado”. Se somos considerados sem qualquer referencia a Deus, tornamo-nos uma “paixão inútil”, como declarou o filósofo Jean-Paul Sartre.

O que é uma "paixão inútil"? Paixão é um sentimento intenso. A vida humana é marcada por sentimentos intensos, que incluem paixões como amor, ódio, medo, culpa, ambição, cobiça, inveja, ciúme e muitas outras. Como criaturas, temos sentimentos intensos concernentes à nossa vida. Uma pergunta nos assalta constantemente: Será que todos esses sentimentos são inúteis? Será que todo nosso esforço e cuidado é meramente um exercício de futilidade, uma excursão à nulidade?

O significado da nossa vida está em jogo. Nossa dignidade está em questão. Se os seres humanos são considerados isoladamente, separados do relacionamento com Deus, então permanecem sozinhos e insignificantes. Se não somos criaturas feitas por Deus e relacionadas com ele, somos meros acidentes cósmicos. Nossa origem seria insignificante e nosso destino seria igualmente insignificante. Se emergirmos do limo por acidente e finalmente nos desintegramos num vácuo ou num abismo cheio de nada, então vivemos nossas vidas entre dois extremos de absoluto vazio. Somos zeros despojados, desnudos e desprovidos de dignidade e de valor.

Atribuir dignidade temporária a um ser humano, quer dizer, entre os dois extremos de uma origem sem sentido e um destino sem sentido é entregarmo-nos a um sentimento simples: importunamo-nos a enganar a nós mesmos.

Nossa origem e nosso destino estão atados a Deus. O significado único e final que podemos ter tem de ser teológico. A pergunta que formulamos foi feita pelo salmista:

“Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, e a lua e as estrelas que estabeleceste, que é o homem, que dele te lembres? E o Filho do homem, que o visites? Fizeste-o, no entanto, por um pouco, menor do que Deus e de glória e de honra o coroaste.” (Salmo 8.3-5)

Ser criado por Deus é estar relacionado com Deus. Esse relacionamento inescapável assegura que não somos nenhum ruído ou sentimento inútil. Na criação, recebemos uma coroa de glória. Uma coroa de glória é uma tiara de dignidade. Com Deus, temos dignidade; sem Deus, não somos nada.



SUMÁRIO
1. Não podemos conhecer a Deus sem primeiro estarmos conscientes de nós mesmos.

2. Não podemos conhecer profundamente a nós mesmos sem primeiro conhecer a Deus.


3. Seres humanos relacionados com Deus: Origem com propósito + destino com propósito = Vida significativa.

4. Seres humanos sem relação com Deus: Origem sem sentido + destino sem sentido = Vida sem sentido.

FONTE:  SPROUL, R. C. Verdades essenciais da fé cristã: doutrinas básicas em linguagem simples e prática. São Paulo: Cultura Cristã, 1999. 3 v.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Entendes tu o que lês?


"[...] E, correndo Filipe, ouviu que lia o profeta Isaías, e disse: Entendes tu o que lês? E ele disse: Como poderei entender, se alguém não me ensinar? E rogou a Filipe que subisse e com ele se assentasse. E o lugar da Escritura que lia era este: Foi levado como a ovelha para o matadouro; e, como está mudo o cordeiro diante do que o tosquia, Assim não abriu a sua boca. Na sua humilhação foi tirado o seu julgamento; E quem contará a sua geração? Porque a sua vida é tirada da terra. E, respondendo o eunuco a Filipe, disse: Rogo-te, de quem diz isto o profeta? De si mesmo, ou de algum outro? Então Filipe, abrindo a sua boca, e começando nesta Escritura, lhe anunciou a Jesus" (Atos 8:30-35)



Filipe faz uma pergunta justa: Entendes tu o que lês? (v.30). Não para repreender, mas com a intenção de lhe servir. Note que o que lemos e ouvimos da palavra de Deus é para que a entendamos, sobretudo o que lemos e ouvimos em relação a Jesus. Devemos nos perguntar se entendemos ou não o que lemos: Entendestes todas estas coisas? (Mt 13.51). Entendestes todas estas coisas corretamente? Não podemos nos beneficiar com as Escrituras a menos que as entendamos em certa medida (1 Co 14.16,17). E, abençoadas por Deus, o que é necessário para a salvação é fácil de ser entendido.

O eunuco, sentindo necessidade de ajuda, deseja a companhia de Filipe: “Como poderei entender, diz ele, se alguém não me ensinar? (v.31). Sobe e senta-te comigo”.

(1) O eunuco fala como alguém que tivesse opinião desfavorável sobre si mesmo e duvidasse da própria capacidade e conhecimento. Ele estava muito longe de considerar afronta alguém lhe perguntar se ele entendia o que lia, embora Filipe fosse um estranho, estivesse a pé e, provavelmente, parecesse pobre e humilde (por muito menos outra pessoa teria dito que ele era impertinente, que cuidasse de sua própria vida e que ele não era ninguém para dizer isso). Ele trata a pergunta com amabilidade e dá uma resposta bastante humilde: “Como poderei...?” Temos motivo para pensar que ele era inteligente e bastante familiarizado com o significado das Escrituras, como a maioria, mas mesmo assim confessa humildemente sua deficiência. Note que para aprender tem de haver alguém que ensine. O profeta tem de, primeiramente, reconhecer que não sabe o que é isto para que, então, o anjo lhe diga (Zc 4.13).

(2) O eunuco fala como alguém que possui muito desejo de aprender, de ter alguém que o oriente. Note que ele lia as Escrituras, embora houvesse muitas coisas nela que ele não entendesse. Mesmo que haja na Bíblia muitos pontos difíceis de entender (2 Pe 3.16) e muitos outros sejam interpretados erroneamente, não devemos desistir. Temos de estudar os pontos difíceis por causa dos pontos fáceis, pois este é o modo mais provável de, pouco a pouco, virmos a entender os pontos difíceis: o conhecimento e a graça aumentam gradualmente.

(3) O eunuco convidou Filipe para que subisse e com ele se assentasse (v.31). Não como Jeú, que convidou Jonadabe para acompanhá-lo no carro e ver o zelo que ele tinha para com o Senhor (2 Re 10.16), mas: “Vem ver a minha ignorância, e instrui-me”. Ele alegremente honrará Filipe, levando-o no carro, se Filipe lhe fizer o favor de lhe expor um trecho das Escrituras. Note que para entendermos corretamente as Escrituras precisamos de orientação: alguns livros bons e alguns homens bons, mas, acima de tudo, o Espírito da graça, para nos guiar a toda a verdade.

O trecho das Escrituras que o eunuco recitou e algumas indicações de Filipe a esse respeito

Os pregadores do Evangelho tinham um pretexto muito bom para prender os que estavam familiarizados com as Escrituras do Antigo Testamento e as recebiam, sobretudo, quando se achavam empenhados em estudá-las, como este eunuco.

O capítulo que o eunuco estava lendo era Isaías 53. Aqui são citados dois versos: partes dos versículos 7 e 8. Eles (vv. 32,33) estão registrados de acordo com a versão da Septuaginta, a qual em certos pontos difere do original hebraico. Grotius opina que o eunuco leu o texto em hebraico, mas Lucas segue a tradução da Septuaginta, por estar mais fluente à língua na qual ele escrevia. Ele supõe que o eunuco aprendera a religião e a língua hebraica dos muitos judeus que moravam na Etiópia. Mas, considerando que a versão da Septuaginta foi elaborada no Egito, país adjacente à Etiópia, e que se situava entre este e Jerusalém, prefiro pensar que a tradução lhe era muito conhecida. O texto de Isaías 20.4 dá a entender que as relações entre essas duas nações - Egito e Etiópia – eram bastantes extensas. A maior variação do hebraico é a que está no original: “Ele foi tirado da prisão e do julgamento” ([Is 53.8, LXX] quer dizer, ele foi levado com extrema violência e precipitação de um tribunal a outro; ou: Da opressão e do juízo foi tirado [Is 53.8, versão RC], quer dizer, ele foi tirado da fúria do povo e seus clamores ininterruptos, e do julgamento de Pilatos após), aqui está escrito: Na sua humilhação, foi tirado o seu julgamento (v.33). Ele parecia tão vil e desprezível aos olhos das pessoas que elas lhe negaram a justiça comum. Indo contra todas as regras da imparcialidade, cujo benefício todo indivíduo tem direito, mesmo tendo-o declarado inocente, os homens o condenaram à morte. Assim, na sua humilhação, foi tirado o seu julgamento. Vemos, então, que o sentido é muito semelhante ao do hebraico. Portanto, este versículos são predições relativas ao Messias.

(1) O Messias morreria, seria levado [..] para o matadouro (v.32), como as ovelhas eram oferecidas em sacrifício – que sua vida seria tirada dentre os homens, tirada da terra. Com que pequena razão foi a morte de Cristo uma pedra de tropeço para os judeus incrédulos, visto que foi predita de forma tão clara pelos seus próprios profetas e era tão necessária para a realização do seu empreendimento! Logo, o escândalo da cruz está aniquilado (Gl 5.11).

(2) O Messias morreria injustamente, morreria por violência, seria arrancado de sua vida, pois o seu julgamento seria tirado (v.33). Não lhe seria feito justiça, porque Ele deveria ser tirado e não seria mais (Dn 9.26).

(3) O Messias morreria pacientemente. Como está mudo o cordeiro diante do que o tosquia (v.32), não somente diante do tosquiador, mas diante do açougueiro também, assim não abriu a sua boca. Nunca haverá tal exemplo de paciência como o nosso Senhor teve em seus sofrimentos. Quando Ele foi acusado, quando foi maltratado, ficou calado, quando o injuriavam e, quando padecia, não ameaçava (1 Pe 2.23).

(4) O Messias, apesar disso, viveria para sempre, por séculos que não poderiam ser numerados. É como entendo essas palavras: Quem contará a sua geração? (v.33). A palavra hebraica significa, corretamente, “a duração de uma vida” (Ec 1.4). Não obstante, quem pode conceber ou expressar quanto tempo Ele permanecerá? Porque a sua vida é tirada somente da terra. No céu, Ele viverá pelos séculos infinitos e inumeráveis, como consta em Is 53.10: Ele prolongará os seus dias.

A pergunta do eunuco sobre estas Escrituras é: De quem diz isto o profeta? (v.4). Ele não deseja que Filipe lhe faça alguns comentários criteriosos sobre as palavras, frases e expressões idiomáticas da língua, mas que o inteire da extensão e desígnio geral da profecia, que lhe dê uma chave, no uso da qual ele possa, comparando uma coisa com a outra, ser conduzido ao significado da passagem em particular. No geral, as profecias tinham em si algo de ambiguidade, até serem explicadas pelo seu cumprimento, como ocorre com esta. Tratava-se de uma pergunta muito importante e muito sensata: “O profeta […] diz […] de si mesmo ou de algum outro, na perspectiva de ser usado, de ser maltratado, como foram os outros profetas? Ou ele fala de algum outro de sua própria época, ou de alguma época vindoura?”.Embora os judeus modernos não admitam que isto se refira ao Messias, os seus antigos doutores assim o interpretavam. Talvez o eunuco soubesse disso e em parte entendesse o texto assim, servindo-se desta pergunta apenas para ocasionar a conversa com Filipe, pois o modo de melhorar o aprendizado é consultar os instruídos. Como eles têm de buscar a lei da boca do sacerdote (Ml 2.7), assim eles têm de investigar o evangelho da boca dos ministros de Jesus (Filipe, abrindo a boca, v.35), sobretudo aquela parte do tesouro que está escondido no campo do Antigo Testamento. O modo de receber boas instruções é fazer boas perguntas.

Filipe aproveita esta excelente oportunidade para abrir ao eunuco o grande mistério do evangelho relativo a Jesus Cristo e este crucificado (1 Co 2.2). Ele começou nesta Escritura (v.35), tomando-a por seu texto (como fez Jesus em outra passagem da mesma profecia, Lc 4.21), e lhe anunciou a Jesus. Esta é a narrativa total que temos do sermão de Filipe, porque na verdade era igual aos sermões de Pedro que já temos. O trabalho dos ministros do evangelho é anunciar a Jesus, e esta é a pregação mais provável de ser bem sucedida. É provável que agora Filipe tivesse oportunidade de usar o seu dom de línguas para pregar Jesus a este etíope no idioma de seu próprio país. Aqui temos um exemplo de falar das coisas de Deus, falando delas utilmente, não apenas quando nos assentamos em casa, m as também quando andamos pelo caminho, de acordo com a regra deuteronômica (Dt 6.7).

(extraído de HENRY, Mattew. Comentário Bíblico Novo Testamento – Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro: CPAD, 2008, 1ªed.)

sábado, 6 de outubro de 2012

O caminho para melhorar em conhecimento


“E o anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: Levanta-te, e vai para o lado do sul, ao caminho que desce de Jerusalém para Gaza, que está deserta. E levantou-se, e foi; e eis que um homem etíope, eunuco, mordomo-mor de Candace, rainha dos etíopes, o qual era superintendente de todos os seus tesouros, e tinha ido a Jerusalém para adoração, Regressava e, assentado no seu carro, lia o profeta Isaías. E disse o Espírito a Filipe: Chega-te, e ajunta-te a esse carro. E, correndo Filipe, ouviu que lia o profeta Isaías, e disse: Entendes tu o que lês? E ele disse: Como poderei entender, se alguém não me ensinar? E rogou a Filipe que subisse e com ele se assentasse.” (Atos 8:26-31)


Filipe e o eunuco são reunidos em uma conversa reservada. Ele [Filipe] encontra um carro que servirá de sinagoga e um homem, cuja conversão, ao que se saiba, desencadeará a conversão de uma nação inteira.

Filipe é ordenado a fazer companhia a este viajante que está indo para casa, regressando de Jerusalém via Gaza. O eunuco pensa que fez tudo que tinha de fazer em sua viagem, mas o assunto mais importante que a grandiosa providência de Deus designara para a viagem ainda não fora tratado. Ele estivera em Jerusalém, onde os apóstolos anunciavam a fé cristã e as multidões a confessavam. Mas ele não tinha tomado conhecimento disso e nem fizera investigações a respeito. Pelo visto, ele não dera importância a isso e lhe voltara as costas. Contudo, a graça de Deus o buscou, o alcançou no deserto e lá o conquistou. Assim Deus é achado por aqueles que não o buscavam (Is 65.1). Filipe recebeu esta ordem não por um anjo, como antes, mas pelo Espírito que sussurrou em seu ouvido: “Chega-te e ajunta-te a este carro (v.29). Vai tão perto que o cavaleiro perceba a tua presença.” (sic). Devemos procurar fazer o bem àqueles que casualmente nos fazem companhia ao longo da estrada, assim os lábios do justo apascentam muitos (Pv 10.21). Não devemos ser tão tímidos de todos os estranhos como alguns aparentam ser. Sobre aqueles de quem nada sabemos, sabemos pelo menos isto: eles têm alma.

Filipe encontra o eunuco lendo a Bíblia, assentado no seu carro (v.28). Correndo Filipe, ouviu que [o eunuco] lia (v.30). Ele lia em voz alta para que os que estavam com ele se beneficiassem com a leitura (v.30). Desta forma, ele aliviava o tédio da viagem e remia o tempo lendo. Lia não filosofia, história, política, muito menos um romance ou peça teatral, mas as Escrituras. Tratava-se do livro de Isaías, o livro que Jesus leu ( Lc 4.17) e que o eunuco lia, fatos que nos servem de indicação para nossa própria leitura particular. Talvez o eunuco estivesse relendo as porções das Escrituras que ele ouvira ser lidos e expostas em Jerusalém, para que não se esquecesse do que tinha ouvido. Note que:

(1) É dever de cada um de nós dialogar bastante com as Santas Escrituras.

(2) As pessoas que ocupam posição de destaque devem abundar mais que os outros nos exercícios devocionais, porque o seu exemplo influenciará muitas pessoas e eles têm mais tempo à disposição.

(3) É sábio que homens de negócio redimam o tempo para se dedicaram à deveres santos. O tempo é precioso, e a melhor economia no mundo é organizar os fragmentos de tempo, para que nada se perca, e preencher cada minuto com algo que tenha boa importância.

(4) Quando estivermos voltando do culto público, devemos usar meios em particular para manter os bons sentimentos estimulados e conservar as boas impressões feitas (1 Cr 29.18).

(5) Os que são diligentes em pesquisar as Escrituras estão no caminho certo para melhorar em conhecimento, porque àquele que tem se dará (Mt 13.12).

(extraído de HENRY, Mattew. Comentário Bíblico Novo Testamento – Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro: CPAD, 2008, 1ªed.)


sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Os 100 benefícios da leitura




      "O poeta é um ser que lambe as palavras e 
      depois se alucina" (Manoel de Barros) 


    Reproduzo aqui excelente texto extraído do blog Falando em Literatura, sobre os benefícios proporcionados pela leitura.

    1. A arrogância diminui lendo um grande livro.
    2. A leitura pode te afastar de ações e pensamentos ruins.
    3. A leitura melhora a visão das coisas e permite ver o que antes nunca se havia visto.
    4. A leitura expande a mente e estimula a memória.
    5. A leitura é dinamite pura para a imaginação.
    6. A leitura nos permite estar sempre acompanhados, mas também respeita a nossa solidão.
    7. A leitura nos dota de palavras para expressar nossos sentimentos, emoções, crenças.
    8. A leitura nos aproxima cada vez mais da autocompreensão.
    9. A leitura é construtora de sociedades e de sonhos.
    10. A leitura é algo que podemos fazer em todos os lugares.
    11. A leitura ensina que o mundo inteiro pode estar num livro.
    12. A leitura pode te transformar em imortal. Todo grande escritor, geralmente também é um grande leitor.
    13. A leitura brinda benefícios econômicos: entender as cláusulas dos contratos te livrará de dores de cabeça.
    14. A leitura nos transporta gratuitamente através do espaço e do tempo.
    15. A leitura nos dá voz.
    16. A leitura é o mais parecido à telepatia e à mediunidade.
    17. A leitura nos dá o prazer de ver como nossa mente cria universos.
    18. A leitura serve também como um espelho.
    19. A leitura é como uma linda melodia sem instrumentos; o único instrumento é a palavra.
    20. A leitura pode ser para uma criança um jogo perfeito.
    21. A leitura é melhor- mas muito, muito melhor- que a televisão.
    22. Quando leio, leio o universo.
    23. Às vezes, quando leio, descubro o que penso.
    24. A leitura evita infrações de trânsito.
    25. Os maus governos temem aos bons leitores.
    26. Os tiranos não suportam os leitores que se empenham.
    27. Os que têm a memória fraca têm na escritura e na leitura a sua melhor ferramenta.
    28. A leitura eleva a alma.
    29. A leitura rejuvenesce ao mesmo tempo que nos torna sábios.
    30. É possível experimentar, morrer, nascer com a leitura, sem de fato experimentar morrer ou nascer.
    31. Ler é deixar que o amor aconteça.
    32. Ler é viajar sem pagar nada.
    33. Ler nos guia através do mundo.
    34. Ler as palavras de um pai ou mãe, escritas há muito tempo, os transporta ao presente.
    35. Ler o escrito de uma criança nos obriga a redescobrir tudo.
    36. Ler é uma escola, um templo, um hospital: me educo, me elevo, me reponho.
    37. A boa interpretação do que se lê pode te fazer passar em concursos públicos e outros trabalhos.
    38. Ler cultiva a humildade.
    39. Ler nos conduz a paradoxos e é impossível aborrecer- se.
    40. Ler acaba por transformar- se em uma atividade de tempo integral.
    41. Ler em sonhos: quem dera fosse possível recuperar tudo o que foi lido assim.
    42. Ler em uma biblioteca é como um safári na selva, mas sem vítimas.
    43. Ler enriquece os sonhos.
    44. Ler muda vidas.
    45. Ler salva.
    46. Ler é uma prova.
    47. Ler nos permite ver a imensidão de nossa ignorância.
    48. Ler brinda um prazer que, cultivado, pode durar toda a nossa vida.
    49. Ler o que escreveu alguém há séculos é falar olho no olho com os falecidos.
    50. Ler evita doenças, intoxicações e envenenamentos (leia sempre os rótulos e datas de validade).
    51. Ler evita caras reparações e mal entendidos.
    52. Ler é algo sumamente produtivo.
    53. O hábito da leitura cria grandes oradores.
    54. Ler gera temas para conversas.
    55. Ler, às vezes, espanta.
    56. Quando ler algo nos horroriza, comprova que o mundo ainda tem salvação.
    57. Ler a imprensa é uma escola: descobre- se a mentira, a manipulação e o engano, mas sempre há algo de realidade.
    58. Ler as palavras ajuda a ler os sintomas, as características, o clima, as faces, as estrelas.
    59. Ler poesia é reinar em si mesmo, ou em outro.
    60. Ler freneticamente e em carros em movimento, pode ocasionar tonturas (este não é um benefício).
    61. Reler é um prazer supremo.
    62. Ler leva as preocupações para longe.
    63. Ler em voz alta é encarnar palavras.
    64. Ler nos transporta a mundos desconhecidos.
    65. Ler é descobrir.
    66. Ler é explorar.
    67. Ler nos exige o melhor de nós mesmos.
    68. Ler é escutar.
    69. Ler enriquece sem limites.
    70. Ler é uma herança magnífica.
    71. Ler bons livros é uma arte que poucos cultivam.
    72. Exercer o direito de ler é o princípio da sabedoria.
    73. Um governo que não produz leitores, fomenta o fracasso.
    74. Um governo que não produz leitores, não tem esperança.
    75. Ler é o princípio da democracia.
    76. Ler é um luxo que todos devem cultivar.
    77. Ler deve reduzir a pobreza, a marginalização, a exclusão e a injustiça.
    78. Ler abre inumeráveis portas e ilumina incontáveis caminhos.
    79. Ler nos dá asas, nadadeiras, ousadia e olhos de raios- x.
    80. Ler nunca é tempo perdido.
    81. Ler nos dá amigos.
    82. Ler educa a mente, a memória e a imaginação.
    83. Ler obriga a escrever.
    84. Ler obriga a aprender a escutar.
    85. Ler nos faz pensar severamente nos outros.
    86. Ler humaniza.
    87. Ler libera.
    88. Ler alimenta a autoreflexão.
    89. Ler eleva a autoestima.
    90. Ler nos abre o mundo.
    91. Ler nos dá um sentido de antecipação.
    92. Ler manuais nos impede de ser chatos.
    93. Ler é sempre uma lição de humildade e humanidade.
    94. Ler ilumina.
    95. Ler é arriscar- se, expôr- se, aventurar- se.
    96. Ler é correr o risco de mudar tudo.
    97. Ler é uma das formas mais nobres de amor.
    98. Ler é receber muito em troca de quase nada.
    99. Ler é um excelente negócio.
    100. Ler transforma o mundo.
Fonte: Falando em Literatura (http://fernandajimenez.com)


quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Ouvir para Compreender


 “E tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor; como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada; falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição.” (2 Pedro 3:15-16)

[…] Ele [Pedro] menciona Paulo como alguém que tinha recebido uma medida extraordinária de sabedoria. Ele era uma pessoa de conhecimento eminente acerca dos mistérios do evangelho, e nem nessa nem em outra qualificação ficava aquém de nenhum dos outros apóstolos. Como é desejável que os que pregam o mesmo evangelho tratem uns aos outros de acordo com o padrão que Pedro estabelece aqui. Certamente é seu dever esforçar-se, pelos métodos adequados, para evitar ou remover todos os preconceitos que atrapalham a utilidade dos ministros, e gerar e melhorar a estima e o respeito na mente das pessoas com relação aos seus ministros que podem promover o sucessos dos seus esforços. E também observemos:

[1] A sabedoria excelente que havia em Paulo é descrita como a “... que lhe foi dada”. A compreensão e o conhecimento que qualificam os homens a pregar o evangelho são dons de Deus. Precisamos buscar o conhecimento e empenhar-nos para obter a compreensão, na esperança que nos sejam dados do alto, enquanto somos diligentes em usar os meios apropriados para obtê-los.

[2] O apóstolo compartilha com os homens de acordo com o que ele tinha recebido de Deus. Ele se empenha para conduzir outros ao ponto ao qual ele mesmo foi conduzido no conhecimento dos mistérios do evangelho. Ele não é um intrometido nas coisas que não viu ou em que não foi confirmado, e, mesmo assim, ele não deixa de anunciar todo o desígnio de Deus (At 20.27).

[3] As epístolas que foram escritas pelo apóstolo dos gentios e dirigidas aos gentios que creram em Cristo são designadas para a instrução e edificação daqueles que dentre os judeus foram levados a crer em Cristo, pois em geral se pensa que o assunto ao qual o apóstolo alude aqui está contida na epístola aos Romanos (2.4), embora em todas as epístolas haja algumas coisas que se referem a um ou outro tópico tratado nesse ou no capítulo anterior. E não pode parecer estranho que os que estavam seguindo o mesmo propósito em suas epístolas insistissem nas mesmas coisas. Mas o apóstolo Pedro diz que nessas coisas que encontramos nas epístolas de Paulo há alguns “...pontos difíceis de entender”. Entre os muitos tópicos tratados nas Escrituras, alguns não são fáceis de entender em virtude de sua própria obscuridade – tais são as profecias. Outras não podem ser facilmente compreendidas em virtude de sua excelência ou sublimidade, como as doutrinas misteriosas. E outras são compreendidas com dificuldade em virtude da fraqueza da mente humana – tais são as coisas do Espírito de Deus, mencionadas em 1 Coríntios 2:14. E aqui os instáveis e iletrados fazem um trabalho desprezível, pois torcem e torturam as Escrituras para fazê-las dizer o que não estava na mente do Espírito Santo. Aqueles que não são bem instruídos e bem firmados na verdade estão em grande perigo de perverter a palavra de Deus. Os que ouviram e aprenderam do Pai estão mais protegidos de mal-entendidos e de aplicações errôneas de qualquer parte da palavra de Deus. E, sempre que há o poder divino tanto para firmar como para instruir os homens na verdade divina, as pessoas são de fato protegidas de cair em enganos.

Que grande benção aprendermos com a observação da consequência perniciosa dos enganos em que caem homens ignorantes e instáveis – sendo até mesmo levados à sua própria destruição. Erros particularmente concernentes à santidade e justiça de Deus são ruína total de multidões de homens.

Portanto, oremos fervorosamente para que o Espírito de Deus nos instrua na verdade, para que a conheçamos como ela está em Jesus, e o nosso coração seja estabelecido com a graça, para que sejamos firmes e inabaláveis, até mesmo nos tempos mais tempestuosos, quando outros são lançados para cá e para lá por todo o tipo de doutrina.

(extraído de HENRY, Mattew. Comentário Bíblico Novo Testamento – Atos a Apocalipse. Rio de Janeiro: CPAD, 2008, 1ª ed.)

terça-feira, 22 de maio de 2012

Discurso filosófico em oposição à verdade revelada de Deus

“E eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria” (1 Coríntios 2:1)


No capítulo 1 da primeira carta aos Coríntios, Paulo chamou a atenção para o conteúdo do evangelho e o identificou com a expressão da sabedoria de Deus. Já no capítulo 2, Paulo chama a atenção para a maneira da apresentação do ensino de Cristo. Nem a “sublimidade de palavras” (ou eloquência, hyperochen logou: uma poderosa oratória) (1Co 2.1), nem a “sabedoria”, ou a sabedoria superior, conforme algumas versões (o significado provável de sophia aqui é “discurso filosófico”) são relevantes.

Esse ponto é importante porque na cultura helenística a habilidade de um orador era sempre julgada como mais importante do que o conteúdo do seu discurso, e, em muitos casos, nos tribunais o veredicto era mais favorável ao advogado cuja oratória era poderosa do que àquele que possuía o direito ao seu lado. Mas quando se trata da apresentação do evangelho, a mensagem é mais importante do que o mensageiro. É a verdade do evangelho que move as pessoas. A validade de nosso testemunho não se sustenta ou cai dependendo de nossa aparência, ou de nossa habilidade de discursar.

Os muitos cristãos modernos também podem dar mais importância ao mensageiro do que à mensagem. “Eu gosto muito da forma como essa pessoa prega...” - essa é uma expressão que mostra que, para alguns, a maneira de pregar pode parecer muito mais importante do que o conteúdo do sermão. O que devemos considerar é se o sermão nos desafia, nos ensina e nos chama para um modo de vida transformado.

“Mas falamos a sabedoria de Deus oculta em mistério” (1Co 2:7). O que caracteriza a sabedoria de Deus? Paulo tem quatro coisas importantes a dizer sobre ela:

  1. ela está contida em mysterion – ela é uma sabedoria oculta em mistério. O termo refere-se à verdade inacessível aos seres humanos, mas agora revelada a todos em Cristo;

  2. “oculta em mistério”. Até a encarnação, Deus ocultou em vez de revelar aquela parte de seu plano eterno que agora foi revelado em Jesus;

  3. “nenhum dos príncipes deste mundo conheceu” (1Co 2:8). Paulo quer dizer que a sabedoria de Deus permanece oculta àqueles que se recusam a crer. Embora revelada àqueles que estão comprometidos com a maneira como o homem vê o universo, simplesmente não conseguem “enxergar” o evangelho;

  4. finalmente, embora fora de ordem, a sabedoria de Deus tem como finalidade nossa glória (1Co 2:7). Ao firmamos nossa posição junto à sabedoria divina, somos assegurados da salvação definitiva que nos foi prometida, porque seremos transformados na própria imagem de Cristo na presença do nosso Deus.
Que contraste com a sabedoria humana, restrita como é não só por poderes insignificantes, mas também por nossa própria incapacidade de enxergar a realidade que reside além do mundo físico e social no qual vivemos.

Que loucos seremos se deixarmos que os argumentos de meros seres humanos nos desviem, de alguma forma, de nosso compromisso com a verdade revelada de Deus!

Referência

RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. Rio de Janeiro:CPAD, 2008, 3ª ed

domingo, 6 de maio de 2012

A importância do estudo de Deus

Há uma maneira certa e uma errada de aproximarmo-nos da doutrina de Deus. Podemos estudar a Deus com um microscópio ou um telescópio. Um microscópio faz uma coisa bem pequena parecer grande. Mas essa não é a maneira de magnificarmos a Deus.Quando fazemos isso, somo como cientistas em um laboratório que magnificam algo minúsculo em benefício da categorização científica. Nós, porém, não somos maiores do que Deus, capazes de enumerar e dar nomes às suas partes. Em vez disso, devemos estudar os atributos de Deus como os astrônomos estudam os corpos celestes - por meio de um telescópio. As lentes do telescópio nos capacitam a ver como algo é muito maior e muito mais admirável do que imaginamos a princípio. 

Quando estudamos a doutrina de Deus, deve haver um senso de temor em nosso coração. Devemos ser como crianças que com um telescópio contemplam o céu estrelado. Assim, ficaremos cheios de admiração ante o fato de que Alguém tão grande - tão transcendente - pode ser visto e conhecido por nós. Sentiremos corretamente como somos pequenos e insignificantes, quando compreendermos quão grande e poderoso é realmente o Deus que contemplamos.

Quanto mais você aprender quem Deus é, verdadeiramente, tanto mais incrível se tornará o convite dele para que o conheça. Quando você conhece a Deus como o infinito, todo-poderoso, santo e eterno Deus do céu, o anúncio de que Ele o ama assume um significado totalmente novo. Isso não é algo esperado, não é algo vulgar. É a causa de admiração.

O Alto e Sublime oferece aproximar-se daqueles que são humildes. Ele enviou seu filho para morrer a fim de que o Perfeito em santidade pudesse habitar em nós. Deus está perto. Mas não podemos administrá-lo nem contê-lo. Ele não está em nossos bolsos. O Todo-Poderoso nos segura em suas mãos.

(Extraído de HARRIS, Joshua. Cave mais fundo: o que você acredita? Por que isso importa? Editora Fiel, 2011, pgs. 86-87.)



quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

História da Escola Bíblica Dominical


O movimento religioso que nos deu a Escola Dominical como a temos hoje, começou em 1780, na cidade de Gloucester, no sul da Inglaterra. O fundador foi o jornalista evangélico (episcopal) Roberto Raikes, de 44 anos, redator do “Gloucester Journal”. Raikes foi inspirado a fundar a Escola Dominical ao sentir compaixão pelas crianças de sua cidade, perambulando pelas ruas, entregues à ociosidade, ao abandono e ao vício, sem qualquer orientação espiritual. Ele, que já trabalhava entre os detentos das prisões da cidade, pensou no futuro daquelas crianças e decidiu fazer algo em seu favor, a fim de que mais tarde também não fossem parar na cadeia. Procurava as crianças em plena rua e as conduzia ao local de reunião, fazendo-lhes apelo para que todos os domingos estivessem ali reunidas. O início do trabalho não foi fácil.

Outro grande promotor da Escola Dominical então incipiente foi o batista londrino Willian Fox, trabalhando harmonicamente com Raikes.

De acordo com as diretrizes de Raikes, nas reuniões dominicais, além do Ensino das Escrituras, era também ministrado às crianças rudimentos de linguagem, aritmética e instrução moral e cívica. O ensino das Escrituras consistia quase sempre de leitura e recitação, Em seguida, teve início a prática de comentar os versículos lidos. Muito depois é que surgiu a revista da Escola Dominical, com lições seguidas e apropriadas.

Raikes enfrentou oposição. As Igrejas da época encararam o surgimento da Escola Dominical como uma inovação e coisa desnecessária. Os mais zelosos (?) acusaram Raikes de “profanador do domingo”. Diziam os seus oponentes que reuniões de crianças mal comportadas, no templo, era uma profanação. Raikes não tomava conhecimento disso e a obra tomava vulto. O jornal do qual ele era redator foi uma coluna forte na defesa e apoio da nóvel instituição, publicando extensa série de artigos sob o título A ESCOLA DOMINICAL, reproduzidos nos jornais londrinos.

Foi assim o começo da Escola Dominical – o começo de um dos mais poderosos movimentos da história da igreja...

ALGUNS FATOS HISTÓRICOS

Em janeiro de 1782 funcionou a primeira Escola Dominical em caráter permanente. O trabalho começou a crescer e Raikes resolveu dar início a um movimento de expansão, criando novas escolas. O início desse movimento deu-se em 3 de novembro de 1783 – até hoje considerado como o dia natalício da Escola Dominical. Foi realmente nessa data que o movimento firmou-se, tomou posição e caráter permanente. Agora, as Igrejas passaram a dar apoio ao trabalho de Raikes. A Escola passou da rua e casas particulares para os templos, os quais passaram a encher-se de crianças e adolescentes.

O pensamento de Raikes o iniciar as reuniões foi apenas o da reforma de costumes das crianças, mas agora, a Escola Dominical já adotada pela igreja, transformou-se numa escola bíblica para todas as idades e classes.

Antes de Raikes já havia reuniões similares de instrução bíblica, é evidente, mas foi ele quem popularizou e dinamizou o movimento, usado por Deus. Na linguagem dos comerciantes, foi ele quem pôs a mercadoria na praça. Por sua vez, o atual sistema de escolas públicas gratuitas inspirou-se no movimento da Escola Dominical.

Durante muito tempo, só crianças frequentavam a Escola Dominical. Os adultos ingressaram depois. Hoje, em inúmeros lugares, ocorre o inverso: quase só adultos são beneficiados, ficando as crianças em último plano...

Em 1784, isto é, quatro anos após o início do movimento, a Escola Dominical já contava com 250 mil alunos matriculados.

Após o dealbar do século XIX, muitos outros países adotaram a Escola Dominical, sempre com excelentes resultados. A própria Inglaterra reconhece que foi preservada de movimentos políticos extremistas e radicais, como o da Revolução Francesa de 1789, graças ao despertamento espiritual através de Wesley e Whitefield, e a educação religiosa provida pela Escola Dominical.

A Escola Dominical é hoje um dos fatores de promoção do reino de Deus e dos destinos do mundo, através dos cidadãos nela formados. […] Quem diria que um começo tão humilde como aquele de 1780, através do irmão Raikes, chegasse a tão elevado dividendo? Está escrito em Zc 4:10 “...Quem desprezará o dia das coisas pequenas?”

Referência

GILBERTO, Antônio. Curso de Aperfeiçoamento de Professores da Escola Dominical. Rio de Janeiro: CPAD, 3.ed, 1976.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Só conhecimento não basta! - por Jonathan Edwards

“Eu te conhecia só de ouvir falar, mas agora os meus olhos te vêem.” (Jó 42.5)


"[...] Deve ser entendido que, quando a Bíblia fala sobre crer que Jesus é o Filho de Deus, como uma prova da graça de Deus no coração, a Bíblia tenciona dizer não um mero concordar com a verdade, mas outro tipo de crença. "Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo, é nascido de Deus; e todo aquele que ama ao que o gerou também ama ao que dele é nascido". (1 João 5:1) Este outro tipo de conhecimento é chamado "a fé dos eleitos de Deus, e o conhecimento da verdade, que é segundo a piedade". (Tito 1:1) Há um acreditar espiritual na verdade, o que será explicado mais tarde [...]" (Jonathan Edwards, 1703 - 1758)




Fonte: http://www.jonathanedwards.com.br