''...todo
o sermão deveria estar repleto de doutrina. Deve ser rico em
teologia. Afinal de contas, a Bíblia é uma revelação divina.
Revela a mente de Deus. Ela nos mostra o que devemos crer a respeito
dele e o que ele espera de nós em nossa curta existência. Toda vez
que a Bíblia é pregada, aqueles que a ouvem devem crescer no
entendimento da doutrina e do dever.
A nossa
expectativa de vida está entre setenta e oitenta anos. Isto é
tempo suficiente para lermos a Bíblia muitas dezenas de vezes.
Um pastor de tempo integral que prega durante quarenta anos também
desfruta de tempo suficiente para fazer exegese de toda a Bíblia. E
o que o leitor da Bíblia, especialmente o exegeta, acaba
descobrindo? Ele descobre que as Escrituras contêm um sistema de
doutrina. Com toda a Bíblia em mente, é possível afirmar o que ela
ensina a respeito de Deus, dos seus decretos, da criação, da
providência, da redenção, do livre-arbítrio, da justificação,
do juízo, do céu, do inferno e de outros inumeráveis assuntos. […]
A Bíblia
é uma caixa repleta de pedras preciosas. É maravilhoso pegar cada
pedra preciosa, examiná-la em detalhes e ser comovido por sua
beleza. Mas, por que não dizer às pessoas que essas joias pertencem
ao Rei que tem lugar para cada uma delas em sua coroa? Devemos
permitir que as pessoas vejam como todas as joias se encaixam para
adornar a coroa do Rei. Elas nunca esquecerão de tal contemplação.
E nunca mais olharão para cada joia como o fizeram antes.
(Extraído
de “Pregação Pura e Simples”, de Stuart Olyott.
Editora Fiel: 2008, pgs. 49-50)
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